Sobre Adri Riquena

Minha trajetória não me trouxe respostas prontas. Ensinou-me a construir caminhos.

Sou pedagoga, educadora, escritora, palestrante e facilitadora de processos de desenvolvimento pessoal e profissional.

Minha atuação reúne educação, gestão pedagógica, escrita e autoconhecimento para criar espaços nos quais pessoas e instituições possam compreender o que vivem, fazer escolhas mais conscientes e transformar reflexão em movimento.

Adri escrevendo em um caderno, cercada de livros, em seu espaço de escrita.
Uma trajetória construída na educação

Antes de existir um projeto, já existia um caminho

Há mais de duas décadas, a educação é um dos principais lugares a partir dos quais compreendo o mundo.

Minha trajetória profissional passou pela sala de aula, pela coordenação e pela gestão pedagógica, pela formação de professoras, pela construção de projetos educacionais e pelo acompanhamento de equipes, estudantes e famílias.

Essas experiências me ensinaram que educar não é apenas transmitir conhecimentos ou organizar boas propostas pedagógicas. É lidar com pessoas, histórias, contextos, conflitos, limites e possibilidades.

Também me mostraram que nenhuma prática existe isoladamente. Aquilo que uma educadora consegue construir depende de seus conhecimentos e escolhas, mas também das relações que estabelece, das condições de trabalho que encontra e das responsabilidades assumidas pela instituição.

Educação e desenvolvimento humano

A pessoa não desaparece quando assume um papel profissional

Durante muito tempo, aprendemos a separar a profissional da pessoa que ela é — como se fosse possível entrar em uma sala de aula, coordenar uma equipe ou conduzir um projeto deixando do lado de fora o corpo, as emoções, os valores, os limites e tudo o que estamos vivendo.

Minha experiência mostrou o contrário. A maneira como trabalhamos se relaciona com a forma como compreendemos a nós mesmas, estabelecemos limites, lidamos com conflitos, fazemos escolhas e assumimos responsabilidades.

Isso não significa transformar todo desafio profissional em uma questão individual. Há problemas que pertencem à organização do trabalho, às relações coletivas e às decisões institucionais.

Meu trabalho busca justamente ajudar a diferenciar essas dimensões: o que depende de cada pessoa, o que pode ser construído com outras pessoas, o que exige uma decisão institucional e o que, naquele momento, está fora do nosso alcance. Essa diferenciação diminui a culpabilização e permite construir ações mais honestas e possíveis.

A escrita como forma de compreender a vida

Escrevo para organizar o que a vida me ensina

Escrevo na internet desde 2007. Meu primeiro blog se chamava Yogando. Depois, ele mudou de nome algumas vezes, assim como eu também mudei.

Naquele período, o yoga era um dos meus principais caminhos de investigação. Mais do que uma prática, era uma forma de perceber o corpo, os pensamentos, as escolhas e a maneira como eu estava vivendo. Com o tempo, outros temas foram se aproximando: educação, espiritualidade vivida no cotidiano, saúde emocional, identidade, amadurecimento, mudanças e recomeços.

Escrever, para mim, não é apresentar uma vida resolvida. É prestar atenção ao que acontece, encontrar palavras para experiências nem sempre fáceis de nomear e transformar vivências em perguntas que também possam acompanhar outras pessoas.

Hoje, essa escrita está presente nos meus conteúdos, materiais formativos, cursos, palestras, projetos literários e na newsletter Travessia em Movimento.

O nascimento da Travessia

Algumas mudanças não nos levam de volta ao lugar de onde partimos

Minha forma de trabalhar não nasceu apenas do que estudei ou vivi profissionalmente. Ela também foi transformada pelos recomeços, pelas mudanças de direção, pelos momentos em que precisei reconhecer meus limites e pelas fases em que antigas maneiras de viver já não respondiam ao que eu estava me tornando.

Aprendi que nem todo recomeço representa renovação. Às vezes, recomeçar repetidamente é uma forma de não compreender o que interrompe nossos caminhos.

"Amadurecer não significa dominar a vida. Significa desenvolver mais presença, responsabilidade e flexibilidade para rever o percurso."

A Travessia nasceu da percepção de que muitas pessoas vivem em movimento constante, mas nem sempre encontram espaço para compreender o que estão vivendo. O projeto reúne educação, escrita, autoconhecimento e desenvolvimento humano para criar espaços de pausa, reflexão, escolha e ação.

A Travessia não promete eliminar as incertezas. Ela oferece companhia, método e direção para que cada pessoa possa se movimentar sem se abandonar.

Dois caminhos que nascem da mesma visão

Desenvolvimento pessoal e educação se encontram aqui

Para você

Cursos, experiências, conteúdos e acompanhamentos para pessoas que desejam compreender seus ciclos, escolhas, limites e movimentos de vida. Esse caminho acolhe questões relacionadas ao autoconhecimento, à organização da vida, aos recomeços, às transições e à construção de mudanças possíveis.

Conheça os percursos para você
Para educadoras e escolas

A Essência Pedagógica é a linha de educação da Travessia. Ela reúne workshops, mentorias, formações, palestras e acompanhamentos para educadoras, equipes e instituições que desejam construir práticas mais conscientes, autorais, humanas e sustentáveis.

Conheça a Essência Pedagógica
Como conduzo cada processo

Presença, método e perguntas que ajudam a construir respostas

Meu trabalho não parte da ideia de que eu conheço a resposta certa para a vida ou para a prática de outra pessoa. Cada processo começa pela escuta da realidade.

Busco compreender o que está acontecendo, quais fatores participam da questão, que recursos já existem, quais responsabilidades estão envolvidas e que mudanças podem ser sustentadas naquele contexto. Isso exige acolhimento, mas também critérios.

Acolher não é concordar com tudo. Respeitar o tempo de alguém não significa evitar conversas difíceis. Reconhecer limites não significa abandonar a responsabilidade pelas escolhas possíveis.

Um caminho para transformar reflexão em prática

Método MAPEAR

Os percursos da Travessia são orientados pelo Método MAPEAR: Mapear, Aprofundar, Pôr à prova, Escolher, Agir e Revisitar.

  1. Mapearé reconhecer o ponto em que estamos.
  2. Aprofundaré compreender o que sustenta a questão e quais fatores estão envolvidos.
  3. Pôr à provaé experimentar possibilidades antes de transformá-las em decisões definitivas.
  4. Escolheré assumir uma direção com critérios.
  5. Agiré transformar a escolha em um movimento concreto.
  6. Revisitaré acompanhar o que aconteceu, aprender com a experiência e ajustar o percurso quando necessário.

O MAPEAR não é uma sequência rígida nem uma promessa de evolução linear. É uma estrutura para sustentar processos de mudança com mais consciência, direção e capacidade de revisão.

O que sustenta meu trabalho

Valores que não são negociáveis

Verdade sem agressão
Respeito à integralidade do outro
Compassividade sem conivência
Entrega responsável
Justiça com critérios claros
Responsabilidade pela própria vida
Flexibilidade com princípios
Resiliência sem heroísmo
Presença com a alegria possível
Autoconhecimento como prática

Esses valores não aparecem como frases decorativas. Eles orientam a forma como escuto, faço perguntas, estabeleço limites, construo propostas e reconheço até onde cada trabalho pode chegar.

Experiência profissional

Conhecimento construído no encontro entre estudo e prática

Sou pedagoga e construí minha experiência profissional em diferentes frentes da educação e do desenvolvimento humano. Minha atuação inclui:

Mais do que reunir funções, essa trajetória me permitiu conhecer a educação a partir de diferentes lugares e compreender as tensões entre aquilo que planejamos, aquilo que desejamos construir e aquilo que a realidade permite realizar.

Escritora e palestrante

A palavra também é uma forma de encontro

Na escrita e nas palestras, busco aproximar conhecimento e experiência. Interessa-me falar sobre aquilo que atravessa a vida concreta: educação, identidade, escolhas, amadurecimento, saúde emocional, limites, relações, transições e os movimentos necessários para continuar sem repetir indefinidamente os mesmos recomeços.

Minha intenção não é encerrar uma questão com uma resposta definitiva. É criar uma conversa capaz de ampliar o olhar, deslocar certezas e ajudar cada pessoa a reconhecer algo que talvez ainda não tivesse conseguido nomear.

Entre palavras, caminhos e xícaras de café — sou alguém que escreve para compreender, caminha e corre para reencontrar o corpo, lê para ampliar perguntas e costuma ter uma xícara de café por perto enquanto organiza tudo aquilo que a vida continua ensinando. Gosto da natureza, dos silêncios que não precisam ser preenchidos e da espiritualidade que se revela na maneira como vivemos o cotidiano.

Toda travessia começa com o reconhecimento do lugar em que estamos

Talvez você esteja buscando compreender um momento pessoal. Talvez seja uma educadora tentando reencontrar direção, autoria ou sentido na própria prática. Talvez represente uma escola que reconhece a necessidade de construir mudanças com sua equipe.

Existem caminhos diferentes dentro da Travessia, mas todos começam da mesma forma: olhando com honestidade para a realidade e reconhecendo o movimento que este momento pede.